Sua aposentadoria foi aprovada, mas o valor não corresponde ao que você esperava? Se você se encontra nessa situação, saiba que não está sozinho! Após anos de contribuição e de uma longa espera pela análise do INSS, a expectativa era de um benefício suficiente para cobrir despesas, garantir conforto e proporcionar mais tranquilidade à sua vida, correto?
No entanto, muitos segurados se deparam com um valor abaixo do previsto, o que pode ser frustrante. Isso pode ocorrer devido a erros no cálculo, períodos de contribuição não considerados ou até mesmo regras previdenciárias que afetam o valor final do benefício.
Mas fique tranquilo! Se sua aposentadoria foi aprovada e o valor está abaixo do esperado, ainda há soluções. Continue a leitura do artigo para saber como identificar possíveis erros, solicitar uma revisão e garantir um benefício mais justo.
Minha aposentadoria foi aprovada, como saber se o valor está correto?
Após anos de trabalho e contribuição para o INSS, sua aposentadoria foi aprovada! O alívio de finalmente obter o benefício pode ser grande, mas é fundamental conferir se o valor concedido está correto antes de comemorar, pois erros no cálculo dos benefícios previdenciários são mais comuns do que se imagina.
De acordo com dados da auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2022, foram identificados 80 milhões de erros nos cadastros de aposentadorias do INSS, relacionados a dados incompletos, inválidos ou inconsistentes.
Se você acaba de receber a aprovação da sua aposentadoria e quer garantir que tudo está certo, siga o passo a passo a seguir para verificar se o benefício foi concedido corretamente.
1. Consulte a carta de concessão da aposentadoria
A carta de concessão é o documento oficial emitido pelo INSS que detalha todas as informações sobre o benefício concedido, incluindo:
- o valor mensal da aposentadoria;
- o coeficiente aplicado para o cálculo do benefício;
- a média salarial considerada no cálculo;
- o tempo de contribuição computado;
- quais períodos foram utilizados na contagem.
Esse documento é essencial para entender como o INSS chegou ao valor final da sua aposentadoria e identificar possíveis erros. Você pode consultar esse documento de forma online pelo portal ou aplicativo do Meu INSS. Para isso, siga o seguinte passo a passo:
- acesse o site Meu INSS ou baixe o aplicativo (disponível para Android e iOS);
- faça login com seu CPF e senha cadastrados no gov.br;
- no menu principal, clique em “Meus Benefícios”;
- selecione o benefício concedido e clique em “Carta de Concessão” para visualizar e baixar o documento.
Com a carta de concessão em mãos, o próximo passo é verificar se todos os períodos de contribuição foram considerados corretamente.
2. Confira o tempo de contribuição considerado
O tempo de contribuição é um dos fatores mais importantes para definir o valor da sua aposentadoria. Se algum período contribuído não foi computado corretamente pelo INSS, o benefício pode ter sido calculado com um valor menor do que o devido.
Para garantir que todos os anos de trabalho foram contabilizados, siga esse passo a passo:
- Acesse o meu INSS pelo site ou aplicativo (disponível para Android e IOS);
- Faça login com seu CPF e senha cadastrados no gov.br;
- No menu, clique em “extrato de contribuição (CNIS)”;
- Verifique se todas as empresas e períodos trabalhados estão listados corretamente.
Caso perceba a ausência de vínculos empregatícios ou períodos não computados, será necessário apresentar documentos que comprovem seu tempo de serviço, como:
- Carteira de Trabalho (CTPS) com registros de contratação e rescisão;
- Holerites ou contracheques que comprovem os recolhimentos;
- Guias de recolhimento do INSS (GPS) no caso de contribuições individuais;
- Contratos de trabalho ou declarações da empresa empregadora.
Se houver divergências, você pode solicitar a correção desses dados diretamente no Meu INSS, anexando os documentos que comprovem os períodos trabalhados.
Quer entender mais sobre tempo de contribuição e como ele afeta sua aposentadoria? Leia nosso artigo completo e confira quanto tempo de contribuição para obter aposentadoria por tempo de serviço?
3. Análise a média salarial das contribuições
Além do tempo de contribuição, o valor da aposentadoria também é calculado com base na média dos salários que você recebeu ao longo dos anos. Se houver erros nessa média, o benefício pode ter sido concedido com um valor menor do que o correto.
Desde a Reforma da Previdência de 2019, o cálculo da aposentadoria considera todas as contribuições feitas ao INSS desde julho de 1994. Antes da reforma, era possível descartar as menores contribuições, o que poderia resultar em um valor mais alto do benefício. Agora, todas as contribuições entram na conta, o que pode impactar o valor final.
Entre os fatores que podem reduzir a média salarial da aposentadoria estão:
- períodos de contribuição com salários mais baixos que influenciam a média final;
- ausência de contribuições registradas no CNIS, diminuindo a base de cálculo;
- aplicação incorreta dos coeficientes de cálculo pelo INSS.
Para conferir se a média salarial utilizada no cálculo da sua aposentadoria está correta, o procedimento inicial é basicamente o mesmo utilizado para consultar os outros fatores citados anteriormente.
- Acesse o Meu INSS pelo site ou aplicativo;
- Faça login com seu CPF e senha cadastrados no gov.br;
- No menu, clique em “Extrato de Contribuição (CNIS)”;
- Compare os valores registrados com os seus contra cheques ou documentos de contribuição;
- Confira se todos os salários foram computados corretamente e se não há valores ausentes.
Para ficar mais claro, imagine que um segurado tenha trabalhado por 30 anos e, ao acessar o CNIS, perceba que os salários registrados entre 2010 e 2012 estão abaixo do valor real que ele recebia na época.
Como consequência, a média salarial utilizada para o cálculo da aposentadoria foi reduzida, resultando em um benefício menor. Caso isso aconteça, ele pode apresentar documentos que comprovem os valores corretos e solicitar uma revisão da aposentadoria para que o INSS ajuste a média e recalcule o benefício.
Se você encontrar discrepâncias nos valores registrados no CNIS, pode solicitar a correção e revisão da aposentadoria, apresentando os seguintes documentos que comprovem os valores corretos:
- Contracheques dos períodos em que o valor está incorreto;
- Declarações da empresa empregadora;
- Guias de recolhimento do INSS (GPS) para contribuições individuais;
- Declaração de imposto de renda com os valores salariais.
Caso o erro seja identificado, o INSS pode ajustar a média salarial e recalcular o valor do benefício.
4. Fique atento às regras de transição e mudanças na legislação
As regras de aposentadoria podem sofrer alterações anuais, impactando diretamente o cálculo do benefício. Mudanças na legislação previdenciária podem modificar coeficientes de cálculo, idade mínima, tempo de contribuição necessário e critérios para concessão do benefício.
Mesmo que sua aposentadoria tenha sido aprovada, é essencial verificar se o cálculo do benefício seguiu as regras vigentes no momento da concessão!
Em 2025, por exemplo, algumas regras de transição sofreram ajustes progressivos, impactando o tempo necessário para se aposentar. Se sua aposentadoria foi concedida este ano, confira em nosso artigo completo como as mudanças na aposentadoria em 2025 podem impactar seu benefício.
E para garantir que sua aposentadoria foi calculada corretamente, é fundamental seguir um processo de conferência detalhado. Isso evita erros no valor do benefício e permite identificar possíveis inconsistências que podem ser corrigidas. Confira a seguir o passo a passo para verificar sua aposentadoria:
- Acesse sua carta de concessão no portal ou aplicativo Meu INSS e verifique como o benefício foi calculado;
- Compare os requisitos de idade e tempo de contribuição com as regras vigentes no ano da concessão do benefício;
- Analise o coeficiente aplicado e confira se ele corresponde à sua categoria profissional (setor privado, servidores públicos, professores, entre outros);
- Verifique se todas as contribuições foram computadas corretamente no Extrato de
- Contribuição (CNIS). Caso perceba omissões ou valores errados, reúna documentos comprobatórios;
- Consulte um especialista previdenciário caso encontre divergências ou tenha dúvidas sobre o cálculo do benefício. Um advogado ou consultor pode ajudar a solicitar uma revisão da aposentadoria se necessário.
Lembrando que erros na aplicação das regras podem gerar valores reduzidos na aposentadoria. Se houver qualquer divergência, é possível solicitar uma revisão do benefício concedido.
Como identificar possíveis erros no valor da aposentadoria?
Mesmo após conferir os documentos no Meu INSS, é possível que sua aposentadoria tenha sido concedida com um valor menor do que o correto. Isso pode ocorrer por diversos fatores, como cálculos errados, vínculos empregatícios não reconhecidos ou aplicação incorreta das regras previdenciárias.
Se você desconfia que há um erro no seu benefício, veja a seguir os principais tipos de falhas no cálculo da aposentadoria e como resolvê-las.
Vínculos empregatícios não reconhecidos
Um dos erros mais comuns na aposentadoria ocorre quando o INSS não reconhece todos os períodos de trabalho, o que reduz o tempo de contribuição e pode diminuir o valor do benefício.
Isso acontece, por exemplo, quando empresas não repassam corretamente as contribuições ao INSS, ou ainda, quando há falhas no sistema previdenciário que desconsideram períodos trabalhados.
Para saber se todos os seus períodos de trabalho foram contabilizados corretamente, siga esse passo a passo:
- Acesse o Meu INSS pelo site ou aplicativo;
- Faça login com seu CPF e senha cadastrados no gov.br;
- No menu, clique em “Extrato de Contribuição (CNIS)”;
- Verifique se todas as empresas onde trabalhou aparecem no extrato
- Confira se os períodos de trabalho e valores de contribuição estão corretos.
Caso perceba que alguns períodos não foram contabilizados, é possível solicitar a correção junto ao INSS. Para isso, será necessário apresentar documentos que comprovem seu tempo de serviço, tais como:
- Carteira de Trabalho (CTPS), com registros de contratação e rescisão;
- Holerites ou contracheques que comprovem os recolhimentos ao INSS;
- Guias de recolhimento do INSS (GPS), no caso de contribuições individuais;
- Contrato de trabalho ou declaração da empresa empregadora.
Se a solicitação for negada ou houver demora na análise, pode ser necessário recorrer à via judicial para garantir seus direitos.
Salários registrados com valores errados
Outro erro que pode reduzir o valor da sua aposentadoria ocorre quando o INSS registra um salário menor do que o real no Extrato de Contribuição (CNIS). Como a média salarial influencia diretamente o cálculo do benefício, qualquer erro pode resultar em um valor inferior ao devido. Isso pode acontecer por diversos motivos, como:
- Falhas no sistema do INSS, que não registram corretamente os salários recebidos;
- Erro da empresa empregadora, que enviou informações incorretas ao INSS;
- Períodos de contribuição com valores omitidos ou reduzidos, afetando a média salarial.
O processo para conferir os salários considerados no cálculo da aposentadoria é o mesmo utilizado para checar os vínculos empregatícios. Basta acessar o Meu INSS, consultar o Extrato de Contribuição (CNIS) e comparar os valores registrados com seus contracheques ou declaração da empresa.
Caso perceba diferenças nos valores, significa que o INSS pode ter registrado um salário menor do que o devido.
Se identificar que algum salário foi registrado incorretamente, você pode solicitar a correção apresentando documentos que comprovem os valores reais. Os principais documentos aceitos pelo INSS são:
- Contracheques ou holerites dos períodos com erro;
- Declaração da empresa empregadora informando os valores corretos;
- Guias de Recolhimento do INSS (GPS), no caso de contribuições individuais;
- Declaração do Imposto de Renda, caso tenha informado os valores corretos na época.
Contribuições não computadas
Se sua aposentadoria foi aprovada, mas o valor concedido segue abaixo do esperado, um dos motivos pode ser a falta de registros de contribuições no INSS. Isso acontece quando o sistema previdenciário não reconhece corretamente alguns períodos trabalhados, impactando diretamente o cálculo do benefício. Esse problema pode ocorrer por diversos fatores, como:
- Empresas que não repassaram corretamente as contribuições ao inss;
- Falhas no sistema, que desconsideram períodos de trabalho;
- Erros no cadastro do segurado, resultando na omissão de contribuições antigas.
Se perceber que alguns períodos de trabalho não foram contabilizados pelo INSS, é possível solicitar a correção. Para isso, reúna documentos que comprovem o tempo de contribuição, como:
- Carteira de Trabalho (CTPS) com registros de admissão e rescisão;
- Holerites ou contracheques que comprovem os recolhimentos feitos pela empresa;
- Guias de Recolhimento do INSS (GPS), caso tenha feito contribuições individuais;
- Contrato de trabalho ou declaração da empresa empregadora informando os períodos trabalhados.
Caso o INSS não aceite a inclusão dos períodos omitidos, pode ser necessário entrar com um recurso administrativo ou até mesmo acionar a Justiça para garantir a correção.
Coeficiente de cálculo incorreto
Um dos motivos pelos quais o benefício ficou abaixo do esperado pode ser a aplicação incorreta do coeficiente de cálculo utilizado pelo INSS. Esse coeficiente define qual percentual da média salarial será pago ao segurado e varia conforme o tempo de contribuição.
O percentual inicial corresponde a 60% da média salarial para quem atingiu o tempo mínimo de contribuição, que é de 15 anos para mulheres e 20 anos para homens. A cada ano adicional de contribuição, há um acréscimo de 2% no coeficiente.
Dessa forma, para que o segurado receba 100% da média salarial, os homens precisam contribuir por 40 anos e as mulheres por 35 anos.
Se sua aposentadoria foi aprovada, mas o valor está abaixo do esperado, pode ter havido um erro na aplicação desse coeficiente, reduzindo indevidamente o benefício. Nesse caso, é essencial conferir se o percentual utilizado pelo INSS está correto e, se necessário, solicitar uma revisão.
Para conferir se o percentual utilizado no cálculo do benefício está correto, siga o passo a passo:
- Acesse o Meu INSS pelo site ou aplicativo;
- Faça login com seu CPF e senha cadastrados no gov.br;
- No menu, clique em “Meus Benefícios” e abra a Carta de Concessão;
- Localize o campo onde está indicado o coeficiente aplicado ao cálculo do seu benefício;
- Compare o percentual utilizado com o tempo de contribuição registrado no Extrato de Contribuição (CNIS).
O pedido de revisão pode ser feito diretamente no Meu INSS, na opção “Solicitar Revisão de Benefício”. Se a solicitação for negada ou houver demora na resposta, pode ser necessário recorrer administrativamente ou entrar com ação judicial para garantir a correção.
Aplicação errada das regras de transição
Outro possível erro se sua aposentadoria foi aprovada, mas o valor ficou abaixo do esperado está na aplicação das regras de transição.
Desde a Reforma da Previdência de 2019, diferentes regras foram estabelecidas para quem já contribuía antes da reforma, permitindo que segurados que estavam próximos de se aposentar tivessem critérios diferenciados. No entanto, falhas na aplicação dessas regras podem resultar em um benefício menor. As principais regras de transição incluem:
- Sistema de pontos: soma do tempo de contribuição e da idade do segurado, que aumenta progressivamente a cada ano. Em 2025, a exigência é de 102 pontos para homens e 92 pontos para mulheres;
- Idade progressiva: exige 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com tempo mínimo de contribuição;
- Pedágio de 50%: para segurados que estavam a menos de dois anos da aposentadoria antes da reforma;
- Pedágio de 100%: para quem já possuía tempo suficiente de contribuição, mas precisa trabalhar o dobro do tempo que faltava para atingir a aposentadoria antes da reforma.
Se a regra de transição aplicada ao seu caso não foi a mais vantajosa, seu benefício pode ter sido calculado de forma equivocada. Para verificar se a regra correta foi utilizada, siga esse passo a passo:
- Acesse sua carta de Concessão no Meu INSS e localize a regra aplicada;
- Compare com seu tempo de contribuição registrado no CNIS;
- Verifique se havia outra regra mais vantajosa para seu caso;
- Caso perceba um erro, solicite a revisão do benefício no Meu INSS ou consulte um especialista previdenciário para recorrer.
Se a solicitação administrativa for negada, pode ser necessário ingressar com ação judicial para garantir o recálculo da aposentadoria de acordo com a melhor regra possível.
O que fazer se minha aposentadoria foi aprovada, mas o valor está abaixo do esperado?
“Minha aposentadoria foi aprovada, mas o valor está menor do que eu esperava. E agora?” Se você se encontra nessa situação, não se preocupe!
Existem diversas formas de verificar se o benefício foi calculado corretamente e, caso necessário, solicitar uma revisão para garantir um valor justo. Confira a seguir as principais ações que podem ser tomadas.
1. Verificar se o valor foi integralmente concedido
Em alguns casos, o INSS pode conceder o benefício parcialmente, deixando de considerar vínculos empregatícios ou contribuições realizadas ao longo da vida profissional do segurado. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como falhas no sistema previdenciário ou empresas que descontaram o INSS, mas não repassaram os valores corretamente.
Se isso aconteceu com você, é possível solicitar uma revisão do benefício para incluir períodos de trabalho ou salários de contribuição que não tenham sido considerados. Para isso, siga este processo:
- Reúna documentos que comprovem os períodos omitidos, como Carteira de Trabalho, contracheques, guias de recolhimento do INSS (GPS) ou declaração da empresa empregadora;
- Acesse o site ou aplicativo do Meu INSS, preencha o formulário de recurso e anexe os documentos necessários;
- Fique atento ao prazo! O recurso deve ser interposto em até 30 dias após a data em que tomou conhecimento da decisão do INSS.
Além disso, segurados que exerceram atividades especiais (insalubres ou periculosas) podem solicitar o reconhecimento desse tempo, o que pode aumentar significativamente o valor da aposentadoria.
Se houver divergências no cálculo do seu benefício, solicitar essa correção pode garantir um valor mais justo e adequado ao seu histórico de contribuições.
2. Verificar se houve erro de cálculo
Em alguns casos, a razão para um valor de aposentadoria abaixo do esperado é um erro de cálculo por parte do INSS. Para identificar possíveis erros, consulte a Carta de Concessão, onde estão detalhados os critérios utilizados no cálculo.
Anteriormente no artigo, explicamos o passo a passo a posso de como acessar esse documento e verificar se os valores foram corretamente calculados. Caso encontre inconsistências, compare os dados da Carta de Concessão com o seu histórico de contribuições no CNIS.
Se houver divergências, você pode solicitar uma revisão do benefício, anexando documentos que comprovem contribuições ou salários não considerados. Corrigir um erro de cálculo pode fazer toda a diferença no valor final do benefício, garantindo que você receba o que realmente tem direito.
3. Adiar a aposentadoria para aumentar o valor do benefício
Se o valor concedido da aposentadoria ficou abaixo do esperado e não há possibilidade de revisão no momento, uma alternativa é continuar contribuindo para aumentar o valor do benefício futuramente.
Ao adiar a aposentadoria, você pode acumular mais tempo de contribuição e elevar o coeficiente aplicado no cálculo do benefício, garantindo um valor maior no futuro. Além disso, continuar na ativa pode permitir o acesso a regras mais vantajosas dentro do sistema previdenciário.
Caso opte por essa estratégia, futuramente será possível solicitar uma nova aposentadoria com base nas contribuições adicionais, resultando em um benefício mais vantajoso.
Como solicitar a revisão da aposentadoria?
Se, após a verificação dos seus dados, você identificar inconsistências no cálculo do seu benefício, saiba que é possível solicitar uma revisão da aposentadoria. Esse processo pode ser feito administrativamente junto ao INSS ou, caso necessário, por meio de ação judicial.
No entanto, o pedido de revisão exige atenção a prazos, documentação correta e conhecimento sobre as regras previdenciárias vigentes, o que pode tornar o processo burocrático e complexo para muitas pessoas. Confira a seguir o passo a passo para solicitar a revisão no Meu INSS:
- Acesse o portal ou aplicativo do Meu INSS e faça login com seu CPF e senha cadastrada no gov.br;
- No menu principal, clique em “Agendamentos/Requerimentos” e selecione “Novo Requerimento”;
- Digite “Revisão” na barra de pesquisa e selecione a opção correspondente ao seu caso;
- Preencha as informações solicitadas e anexe os documentos que comprovam os erros no cálculo do benefício;
- Envie o pedido e acompanhe o andamento pelo próprio sistema do Meu INSS.
Se o pedido for negado ou se houver demora na resposta, você pode recorrer administrativamente ou ingressar com uma ação judicial para garantir seus direitos.
Lembre-se que o processo de revisão da aposentadoria pode ser burocrático e técnico, exigindo conhecimento detalhado das normas previdenciárias e dos cálculos aplicados pelo INSS. Para aumentar as chances de êxito e garantir que todas as etapas sejam cumpridas corretamente, contar com o suporte de especialistas pode fazer toda a diferença.
A Prev Fácil é uma consultoria previdenciária com mais de 20 anos de experiência, especializada em análises detalhadas de benefícios, identificação de inconsistências e solicitação de revisões, tanto na esfera administrativa quanto judicial.
Gostou do conteúdo? Se você identificou problemas no valor da sua aposentadoria ou tem dúvidas sobre o cálculo do seu benefício, entre em contato com a equipe da Prev Fácil e tenha um suporte especializado para garantir que você receba o valor justo da sua aposentadoria.